Infâmias

Sarcasmo, ironia e acidez

Posts de Março, 2008

A vida imita o Delirium Tremens

Publicado por Sátiro em Março 28, 2008

Como é público e notório entre os meus leitores cachaceiros, a vaca voadora, dividindo a posição com o elefante cor de rosa, é o mais popular animal entre os bêbados. Um indicador seguro de que você passou dos limites, a visão deste animal é considerado um sinal claro de que está na hora de pagar a conta do bar e se arrastar até em casa.

Ou não.

Medo…

UPDATE: Vídeo corrigido e funcionando.

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Atividades físicas radicais

Publicado por Sátiro em Março 11, 2008

Existem algumas atividades físicas que são realmente perigosas. O cara tem que ser muito macho para nadar entre tubarões, surfar em ondas de 20 metros, escalar montanhas com as mãos, e outras menos difundidas, como andar de trem lotado na hora do rush, encarar atendimento de hospital público e passar um mês inteiro com um salário mínimo.

Mas perigoso mesmo, é dança do ventre.

Duvida?

Tem que ter peito.

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Final alternativo do filme “Eu sou a lenda”

Publicado por Sátiro em Março 6, 2008

Eu sou a lenda

Você provavelmente viu ou ouviu falar do filme “Eu sou a lenda“, com Will Smith e a ótima e linda atriz brasileira Alice Braga (sim, brasileira! A representatividade de nossa safra de atores para exportação não está limitada apenas ao Rodrigo Santoro careca, semipelado e cheio de jóias). E sim, você deve ter achado um filmão. Um thriller meio ficção muito legal, porém com um final meio brochante. Pelo menos foi o que eu achei, e muita gente também.

O que você talvez não saiba é que foi gravado um final alternativo para o filme. Depois de assistir, confesso que fiquei meio atônito, porque o final que não foi ao ar me pareceu muito, mas muito mais legal que o primeiro.

Clique na foto e veja por si mesmo. Não está legendado, mas garanto que você não vai precisar de muito conhecimento de inglês para entender o que se passa.

UPDATE: Mal eu postei, tiraram o vídeo do ar. Mas a comunidade está brincando de ver se o Youtube consegue tirar do ar todas as cópias enviadas mais rápido do que eles enviam, então clicando aqui você provavelmente consegue alguma coisa.

UPDATE 2: Tá foda, a Warner está tirando tudo do ar. Mas aqui tem o filme para download. O formato é .flv, provavelmente o seu player não vai exibir. Baixe um player para esse formato aqui.

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O Google quer me transformar num pedófilo

Publicado por Sátiro em Março 5, 2008

Já escreveram bastante sobre as gafes e até polêmicas causadas pelas novas sugestões de busca oferecidas pelo Google. O sistema sugere novas buscas com base nos termos procurados por você, mas essas sugestões nem sempre são acertadas, gerando piadas e queixas por aí afora, como sugestões para experimentar maconha e cocaína, o presidente sendo chamado de cachaceiro, uma certa atriz sendo chamada de gorda, e por aí vai.

Pois muito bem, ao procurar umas fotos para um post que acabou não saindo, me vejo diante da bizarra sugestão abaixo:

crianca.jpg

Como assim, experientar crianças??

 

Tudo bem que dentro do contexto da busca era uma sugestão até cabível, mas à primeira vista achei estranho e engraçado. O que é isso, minha gente? Aqui, isso dá cadeia!!!

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A morte pede carona

Publicado por Sátiro em Março 4, 2008

Não ofereçam carona a estranhos, pessoal, mesmo que sejam lindas ninfetas de vestidinho branco (ou talvez especialmente se forem). Se não tiver saco pra ver tudo, veja os últimos três minutos, apenas.

 

 

Ok, leitor sensível, o vídeo é fake. Uma busca por Teresa Fidalgo no Google te dá os pormenores. Mas a versão ultracompacta-lusitana-sobre-rodas-com-orçamento-reduzido da Bruxa de Blair até que ficou engraçadinha.

 

 

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Como nasce um psicopata

Publicado por Sátiro em Março 3, 2008

Jonathan chega à casa logo após o anoitecer; mesmo após oito anos preso ainda pode chegar lá de olhos fechados. É um horário propício aos seus planos, já que toda a família está em casa neste horário. A rua tranquila favorece suas ações; apenas uma senhora passeando com o cachorro cruzando a esquina. Ele segue pelas sombras sorrateiramente, e com facilidade salta a cerca branca de madeira, mais decorativa do que efetivamente protetora.

Sparks, o poodle branco da família se aproxima. Cheira o ar desconfiado, mas o reconhece e se aproxima, alegre, pedindo atenção. “Mesmo depois de tantas cicatrizes e do cheiro de mofo da cadeia, o bicho me reconhece”, pensa Jonathan; “pior para ele”. Enquanto afaga o animal com a mão esquerda, com a direita saca um estilete do bolso, e em um movimento perfeitamente coordenado segura com força a mandíbula do bicho e corta-lhe a garganta de lado a lado. O corte é tão profundo que um segundo golpe teria separado a cabeça do corpo. Sparks estrebucha enquanto seu sangue jorra em jatos longos que brevemente cessam. Quatro segundos e todo o movimento termina.

Contornando a casa, Jonathan entra pela porta dos fundos e chega à cozinha. A família está jantando na sala, e seu irmão mais velho Kevin aparece de repente, com uma lata de cerveja vazia nas mãos. Por um minuto encaram-se, um misto de surpresa e medo nos olhos do irmão, que se agrava à medida em que ele notava o sangue ainda fresco fazendo brilhar a surrada jaqueta de motoqueiro.

Antes que Kevin esboce qualquer reação, Jonathan segura com firmeza o cabo de uma panela no fogão, e lança seu conteúdo fumegante contra seu rosto. Antes mesmo de perceber que o molho de tomate em ebulição contra suas retinas o havia cegado, seu cérebro entrou em colapso: a pesada panela de ferro, agora vazia, descera como um martelo atingindo o topo de sua cabeça. Olhando para o irmão no chão em convulsões, Jonathan ainda teve tempo de pensar no quanto era interessante que o sangue se distinguisse do molho por ser ligeiramente mais escuro.

Com a mesma panela atingiu o queixo da mãe que entrava, num golpe de baixo pra cima tão poderoso que – apesar de seus quase cem quilos – a velha senhora chegou a tirar os dois pés do chão antes de desabar pesadamente, inerte. Viveu por mais um instante, até que um pé calçando botas de escalada sujas de barro atingisse sua garganta num único golpe seco. Ouvidos atentos teriam conseguido ouvir o estalido seco da traqueia se quebrando.

Nesse momento, ele o viu. Sentado na mesma poltrona, estava seu pai. Soltando a panela, Jonathan chegou a tocar o estilete, mas desistiu no último segundo. Com ele seria diferente, ele iria saborear o momento. Olhando diretamente nos olhos do velho, ele colocou suas mãos sobre as bochechas dele, que deslizaram suavemente pra baixo numa carícia mórbida. Pousando nas laterais de seu pescoço, elas se fecharam como um torno. Enquanto sentia suas forças faltarem, sua vida se esvair, o velho conseguiu apenas sussurrar: “Porque, meu filho?”.

A resposta, onze anos antes:


Pense um pouco, papai. Tenho certeza de que você vai conseguir se lembrar.

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*Caso não tenha dado pra notar no vídeo, a caixa é de um X-box. Caso você não saiba o que é, é um videogame ultramoderno e sonho de consumo de dez entre dez garotos dessa idade. Alguém pode me dizer como um débil mental faz isso com o próprio filho? E rindo?? E filmando ?????

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